domingo, 11 de outubro de 2009

King of the Dawn

Já é a segunda madrugada seguida que me da vontade de sair na rua e ficar com a face contra o vento frio e a chuva. Por vezes entendo essa vontade, talvez ela se deva pelo fato dessas madrugadas lembrarem eu mesmo. Madrugadas frias e chuvosas que esperam ansiosas pelo sol claro da manhã seguinte, o sol que leva tudo que está preso dentro dela, dento de mim. A escuridão oriunda do que se é e que só se solta das amarras com a chegada do sol. A madrugada então só tem duas opções, ou ela mesma se transforma na manhã de sol, ou volta a amanhecer chuvosa pra escurecer muito provavelmente do mesmo jeito. O que se precisa é de mudança, não a superficial, mas a interior, a de dentro pra fora que suprime toda a escuridão. É dela que preciso é dela que quero.