Um dia lhe perguntaram:
-Porque existes?
Sem respostas, ele voltou para si mesmo, desolado e ao mesmo tempo impulsionado pela sua nova empreitada, o porquê de existir.
Ele já tinha encontrado com essa pergunta varias vezes, porém ela sempre vinha de dentro, não externamente... O que faria caso não soubesse o porquê de existir, como faria para provar a si mesmo que a presença inevitável de existir era um fato tão palpável quanto ele próprio.
Ele tinha medo de se perder nessa busca, não o medo que te impede de prosseguir, mas o medo que de que você inevitavelmente vai encontrar algo prosseguindo ou não, não era o tipo de medo que você ia atrás era o medo que vinha até você.
Ele enfim descobriu o inevitável, ele existia pelo simples fato de que devia existir, como uma obrigação mórbida de seu presente instavél.
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